29 de dezembro de 2009

Valsa das Flores

Alvas árvores no jardim da aurora,
desperta o pendulo do sonho em lilás.
Resplandescem as flores campinas,
majestosas, desenhando um altar.
Do amor eterno, rosas celestiais
em testemunho da jornada evolutiva
Dos olhares sinceros, orquideas brancas, selando pureza e encanto juvenil.
A menina clara dos olhos verdes como o pasto, doce bucolismo de minha juventude
Palavras árcades de minhas letras
Dos meus cadernos de menino
A pastora querida próxima ao Moinho
E o vento, no seu vestido a voar
E o Sol a tingir-lhe os cabelos dourados
Como se a estrela celeste soubesse dançar
E rodando entre as violetas infinitas
Ao som de meu coração a amar.

Xô!

Me livrando de tudo que não me faz bem. Pessoas, habitos, coisas, memórias.
Não quero nada remetente ao passado incluso nessa nova fase da minha vida, só quero o que conquistei nesse ano de 2009: Meu Noni, amor, tranquilidade, paz, jornalismo, felicidade.
Não quero dança do ventre, não quero Egito, não quero Oriente Médio. Não quero cabelos longos, e deles me livro ainda hoje!
Não quero nada que me remeta o passado!
Do passado, só quero apenas as lições que tirei, e a experiência que levo comigo. De resto, nada importa!
O melhor do passado, é que ele já passou!
Quero renovar!
Renovando gostos, habitos, e cabelos.
Isso aí!
E que 2010 seja tão bom e proveitoso como posso imaginar!

26 de dezembro de 2009

O rugido do Meu Leão


Pela primeira vez eu sinto o frio bater em minhas asas. O vento gélido paraliza minhas asas e quase não tenho vontade de me mexer.
Fico estatica e semi-morta dentro do casulo, como uma crisálida que passou do ponto e já não pode voar.
Dentro e fora vozes falam para que eu seja forte, para que eu recobre a força dentro de mim.
Mas é dificil de andar quando os pés tem medo da estrada. Mesmo assim, não são os pés que movem as vontades do homem, mas o coração que guia os pés, para onde ele quer.
O coração sente-se apertado. Quer falar, mas o medo sufoca.
É difícil dizer o que se sente quando não há palavras, ou quando as pessoas parecem que nunca enfrentaram uma guerra interior em suas vidas. É como se vivessem atropelando e fugindo de tudo que pode lhes ferir a felicidade do aqui e agora; e as vezes me pego pensando como um deles.
Não estava com vontade de nada mesmo. Nem dormir, nem nada.
Talvez só estava com vontade de me sentir protegida mais uma vez no casulo. Mas ele se torna cada vez mais apertado, e já não me sinto protegida nesse aperto interior. Eu preciso voar.
Mas é dificil viver a sombra e a margem dessa fenda. Não posso voar, nem tampouco ficar aqui dentro.
E fico em cima do muro, sem poder fazer nada. Daí misturo a essa situação, a minha paralisia a frente de combate. E Voila: temos uma borboleta semipronta, medrosa, estatica e morimbunda; que não alegra nenhum jardim, que não enxe mais a casa de alegria. Só de preocupação e dor de cabeça.
As pernas não querem andar. Mas eu cansei dessa!
Chega! Basta!
Pra mim já deu!
Não vou deixar as pernas falarem por mim, eu tenho um Leão, Meu Leão, dentro de mim e ele vai rugir mais alto que o desanimo mais uma vez!
Agora preciso dele, preciso sentar-me no seu lombo, já que minhas pernas não querem me ajudar, querem ficar paradas, eu e meu leão faremos com que elas se movam!
Não fico aqui nesse limbo interno nem mais um segundo!
Não vim de tão distante pra morrer na praia, a beira dos meus sonhos, de tudo que sempre quis!
Raaaaaaaawwwrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
Isso!!!
Voltamos!
Estamos bem de novo, e a força em nós nos fará lutar contra os monstros do desanimo todos os dias!
E lá vamos nós, na Batalha-nossa-de-todo-dia, eu e meu leão! Motivados pela fé daqueles que nos amam e acredita, em nós! Motivados pelo amor daqueles que nos atribuem sua atenção e seu tempo!
Motivados pela sede de conquista, vontade e felicidade!
Motivados pela VIDA, pelo MOVIMENTO, e pela PALAVRA!
LÁ VAMOS NÓS!!!!!!!

25 de dezembro de 2009

Saudades de você

Num dia como o de hoje, ver uma foto sua me proporcionou grande emoção e saudade;
No aniversário de Jesus, me deparo com fotos suas, fotos da sua breve e carinhosa existência entre nós, e como dizer essas palavras me deixam profundamente comovida e emocionada.
Penso em você sempre, como referencial de pureza e de elevação. Quando você nos manda suas lindas mensagens, comovo-me, e sempre a adentrar naquela Casa Bendita, quando ouço aquele querido senhor pronunciar palavras leves e carinhosas sempre acho que é você, ou minha vó, ou minha bisavó.
Vocês deixaram tamanha saudade por aqui, mas tenho certeza de que estão em lugares lindos e privilegiados, ajudando aqueles que precisam, ouvindo nossas preces, e nos amparando segundo sua possibilidade.
Deus é obm e justo por mandar em nossas vidas anjos como vocês.
Tenho os olhos úmidos e o coração transbordando com as suas imagens de criança. Se eu soubesse de tudo que sei hoje, teria de abraçado mais quando você estava aqui.
Mas sinto teu abraço carinhoso em forma de palavras, quando você vem até nós. E tenho certeza de que você ampara muito todos, principalmente sua família linda.
Que você esteja tão bem como posso imaginar, e que o Natal aí possa ser o mais belo possível, pois vocês tem a presença ilustre e inefável dele, do aniversariante do dia: Jesus!
Feliz Natal Nathalia!

24 de dezembro de 2009

Uma breve e sincera mensagem de Natal


Desejo à todos um Natal repleto de amor, paz, esperança e felicidades! Que todos possam as bençãos Divinas que emanam do céu neste dia! Que o Mestre Jesus se faça presente em todos os corações hoje e sempre!
E que 2010 seja um ano iluminado, cheio de realizações, conquistas, vitórias, regado de muito amor, paz, muita saúde, sonhos, sorrisos, abraços,renovações, harmonia, fé, compreensão, esperanças e tudo de bom que pode haver nesse Mundo!Que Deus e Jesus iluminem o caminho de todos!

21 de dezembro de 2009

Diário de Lumie - 24 de dezembro


"Estava sentada perto da escada, num banco, sozinha. Observava o chão branco de dezembro, a neve trazendo minhas memórias de infância a tona.
Como eu gostava do Natal quando era pequena. Como eu gostava de montar bonecos de neve, de ir a Nova York ver as luzes de Natal. De ajudar a minha mãe a decorar a casa, a preparar os comes e bebes, a servir a sobremesa. Quando eu era pequena, eu fazia vários bilhetinhos desejando Feliz Natal, e quando as pessoas deixavam seus casacos, logo que entravam em casa, eu colocava no bolso de cada um, um bilhetinho escrito por mim mesma.
Eu era uma criança que vivia a magia do Natal com toda a intensidade. Eu esperava ansiosamente Papai Noel com suas renas, principalmente Rudolf, aquela do nariz vermelho.
Prepara leite e biscoitos para ele, tinha fé que ele viria deixar minhas bonecas, meus presentes. E quando nevava muito nas vésperas do Natal e eu ficava com medo que Papai Noel não chegasse a minha casa, ou que seu trenó tombasse no caminho, minha mãe dizia que a aquela neve toda era uma estratégia do Papai Noel, para que não fosse visto, e pudesse fazer suas entregas com mais segurança, sem que ninguém tirasse foto dele, ou assaltasse seu trenó.
E agora, eu olho pra toda essa neve, pareço tão fria quanto ela.
Onde perdi meus sonhos de Natal? Quando foi que Papai Noel sumiu da minha vida? Quando eu havia deixado de ser a garotinha cheia de sonhos natalinos?
E em meio as minhas indagações eu pude ver, passando na rua, um velhinho, um senhor de barba bem branca, casacos vermelhos, e uma touca. Óculos redondinhos. Sim, era ele!
E meu coração acelerou por alguns instantes, bateu forte, quis sair correndo atrás dele, quando ouvi.
" Vamos, Lumie?... Lumie?"
Carl me despertou da minha fantasia, mas eu tenho certeza, era o Papai Noel.
É, acho que eu estava enganada, não me perdi tanto assim, acho que eu só precisava ver para crer. E não importa quantos anos eu venha a ter daqui pra frente, não importa a idade, o que importa é acreditar, porque eu sei que sempre serei aquela garotinha cheia de sonhos natalinos, procurando o Papai Noel em qualquer esquina de qualquer rua, de qualquer lugar.
Feliz Natal pra vocês!

Lumie Shirespann"

20 de dezembro de 2009

Anis

Anis. Foi assim que lhe sua mãe lhe chamou desde o primeiro momento em que a viu. E a moça do cartório estranhou, mas assim que pronunciou o nome da menina, sentiu uma doce brisa envolver todo o ambiente e uma sensação de paz tomar conta de todo o cartório.
E a professora da escolinha, estranhou ao ouvir, mas quando repetiu " Anis" de seus próprios lábios sentiu um perfume delicado envolver toda a classe sutilmente.
Anis tinha dois belos olhos azuis, tão azuis que destacavam-se a distância, e incomodavam a menina nos dias de Sol.
Os cabelos claros, mas não louros. Acastanhados, com as pontas enroladas, davam a menina um aspecto angelical e sutil, assim como o próprio nome.
Por onde passava Anis atraia os olhares para si, e todas as pessoas que pronunciavam seu nome sentiam uma doce brisa, um perfume levemente doce e leve como uma nuvem. Uma sensação de paz a calmaria tomava conta daqueles que diziam essas quatro letras que formavam o nome da menina dos olhos azuis: Anis.
A verdade era que Anis descendia da família das Fadas do Leste.
Mas a tataravó de Anis rompeu o elo com o mundo mágico quando envolveu-se com um humano e deu a luz a Bisavó de Anis, Bella. E a bisavó, a avó, Lumie. E avó a mãe, Liz. E trouxeram consigo, no gene mágico das fadas, o dom de despertar a paz e o amor de quem pronunciasse seus nomes. Esse perfume, essa doce brisa era resquício da mágica dos ancestrais de Anis.
E Anis também casou-se com o humano, teve 4 filhas e um filho, que também herdaram a doce brisa. Anis viveu 99 anos e as vésperas de seu centenário, uma luz intensa tomou conta de seu corpo, ofuscando a visão daqueles que estavam no quarto. E quando acordaram, Anis não estava mais lá, só restava uma leve e doce brisa, que tomou conta de toda a vila para a sempre.
A vila ficou conhecida pelo seu delicioso aroma, e foi batizada de Villa Anis.

18 de dezembro de 2009

No mar da indiferença

Confesso que mudei. Eu sei que mudei.
Mas acontece que muitas pessoas não me viram mudar, e ainda acham que sou a mesma.
Pois é... Eu já não gosto de todas as coisas que eu gostava...
Na verdade eu tirei da minha vida tudo o que me fazia mal. Tudo mesmo.
Incluindo pessoas.
Porque pessoas, de alguma forma podem ser nocivas. Ou podem simplesmente não serem mais interessantes no nosso circulo de convivência.
Eu faço minhas escolhas e eu escolho que eu quero perto de mim e quem eu quero longe. Doa a quem doer!
Eu não quero gente pequena, gente mundana, gente mesquinha, gente hipócrita, gente com síndrome de coitadinho do meu lado. Problemas eu já tenhos os meus, muito obrigada!
É claro que a gente não pode excluir todo mundo, na verdade tem pessoas que a gente, bem ou mal, vai ter que conviver.
Mas aquelas que eu puder escolher, aquelas que eu puder tirar ou acrescentar na minha lista, com certeza eu farei!
Eu não sou mais uma menina de 14 anos, inocente, que achava que tudo era flores. Mas eu não sou uma mulher de 30 anos, fria e dura como uma pedra.
Eu sou o que sou, e minhas experiências, as pessoas com quem eu convivo, meus ideias, minhas virtudes, meus defeitos, meus medos e meus sonhos me fizeram assim.
Goste de mim quem gostar. Eu não faço muita questão de agradar quem não me convém.
E as pessoas que me fizeram mal, e sabem disso, as pessoas que não foram agradáveis comigo de alguma forma, estão trancafiadas dentro de um bau velho, como fotografias com rostos apagados, no fundo do mar, no lodo do esquecimento, onde ficaram para sempre, no mar da indiferença.
Porque o contrário do amor e do carinho não é o ódio, e sim a indiferença.

17 de dezembro de 2009

De mãos dadas com Minhas Palavras

Não, eu não quero deitar agora. Quero ficar aqui, eu e minhas palavras, reconciliadas nos meus momentos, dispostas e juntas nesse meu monólogo, meu espetáculo.
Que abram-se as cortinas para mim! Que o foco seja meu, que a delícia de escrever seja minha arte. E aqui vou eu nessa parede rabiscada, desenhando letras e verdades, pintando, tingindo os meus dias, meus dez sóis, minhas primaveiras que passam lentamente sob os meus olhos atentos.
Dividindo assim as certezas e incertezas, abrindo meus pensamentos pra quem ousar abrir esse livro meu. Venha e me leia. Algo de mim você saberá.
Essas palavras não são mudas, elas estão atônitas, gritante, são minhas palavras. Não podiam ser diferentes.
E quando falo, elas me dão a mão, para que eu seja verdadeira com tudo que penso e sou.
Escrevo minhas vontades, por detrás de belos contos estão os anseios meus. E minhas frustrações atrás de personagens e críticas. Ora, então quem disse que existe imparcialidade?
Somos o que somos, o que construimos, com nossos valores e competências, mesclando experiências e conselhos, vivências e convivências, pessoas e histórias, para dar cor e som ao que somos e sentimos.
Então não me venham com essa...
E aqui estou eu, de mãos dadas com as minhas palavras, colorindo os meus dias e de quem mais quiser me ler...

Lar

Promessas de uma vida nova, mais próxima e presente.
Retratos espalhados pela casa. Retratos que ela dará a ele em todas as datas comemorativas. O presente e o retrato.
" É que as fotografias tem um valor especial pra mim..." ela diz todas as vezes que ele sabe o que está atrás dos papéis de presente.
Uma casa com flores, mas não muitas, porque ela tem rinite.
Casa clara, alva, fresca. Ele não gosta de calor.
Uma casa bonita, mas por favor, uma casa.
Um apartamento só se ele tiver uma grande varanda. Não aguentam ficar confinados em paredes de concreto. Gostam de circular, de espaço.
Na sala uma grande TV e um sofá aconchegante para os dias de filmes e inverno.
Uma cozinha com armários bem limpos e cheios de coisas pra regime em dia de semana. Eles tem tendência pra engordar e se deixar virariam dois porquinhos roliços. Mas nos finais de semana Coca Cola, chocolate e Mc Donald's a vontade!
Estantes dos livros que ela lê e dos livros que ela escreve. Estantes dos cristais que ele gosta e trabalha.
Um computador pra cada um.
Um banheiro pra cada um.
O espaço de cada um numa mesma casa.
Muito amor distribuido pelas paredes. Cumplicidade pintada pela casa. Paredes cheias de sorrisos, afeto, segredos, besteirinhas, fidelidade, lealdade, crescimento, evolução e companheirismo. A casa mais perfeita, mas que mesmo assim, terá seus dias mais cinzentinhos, e nem por isso deixará de ser perfeita.
Um recanto dos sonhos deles. E a medida que crescem juntos a casa também cresce, e passa a ser a cada dia um lar mais harmonioso e feliz.
A harmonia perfeita de uma vida juntos, mas não grudados.
O sonho do meu futuro. Minha escolha, meu desejo.

11 de dezembro de 2009

Novos ventos

Eis que mais uma rachadura surge. Mais uma e mais uma.
E assim vou sentindo a claridade da vida lá fora abrir meus olhos.
A parede do casulo está cada vez mais fina, e eu cada vez maior.
Ele se rompe, e se rompe, e se rompe. Cada dia um pouco mais.
Já não tem outra alternativa, o voo se aproxima.
E ontem eu me deparei com uma das rachaduras mais dolorosas que podia ter: o Fim da Escola.
Soa trágico e triste, porém claro, belo e promissor.
Porque a escola também fora um casulo para todos nós. Um casulo, às vezes, sufocador. Outrora, cheio de paredes mágicas e pintadas de giz de cera, histórias de vidas que se cruzaram, mas que agora, seguem seu caminho.
A intercessão passou, e seguiremos em linha reta, ou não.
Foi bonito de ver todos nós, que convivemos desde lagartinhas até o dia de ontem.
Foi triste quando o casulo se rompeu.
Voamos da escola.
Voamos das aulas dos nossos mestres desses três anos. Deixamos lágrimas pelo ar, e a saudade de quem se lembrará de um colegial feliz e engraçado, animado e divertido, as vezes chato e dorminhoco.
E aquelas sábias borboletas que estiverem conosco, cada um com sua cor, sua história e seu próprio voou, elas deixaram tanta saudade que nem cabe no peito.
Alguns perceberem a ruptura na mesma hora que ela aconteceu. Outros demorarão certo tempo para se perceberem fora do casulo.
O casulo agora fica preto e branco, para que novas cores possam surgir em nossas vidas.
Anteontem, fui aprovada em mais uma escola de voou especializado (rs). Fiquei feliz, estou feliz, mas minha ficha cai aos poucos, juntamente com algumas lágrimas de saudade, alegria, medo e conquista.
O casulo se rompe a todo instante, e a cada dia a luz entra diferente por aqui.
Gosto quando se aproxima de maneira rosa, me dá sensação de bem estar. A luz é a força que me faz querer voar!
Confesso que ainda estou me recuperando dessa ruptura escolar. Dói um pouco mas é preciso que eu seja forte. Tenho mais um ensaio de voo pra enfrentar esse domingo.
E gostaria de agradecer, principalmente, a Borboleta-Mãe, que tem sido dez vezes mais forte que eu, que tem segurado a barra por mim, com todo seu amor e ternura, sempre acreditando acima de tudo em mim. Que ela saiba o quanto eu a amo e que não estaria nem viva sem ela.
E ao meu Príncipe Alado, que tanto faz para ver um sorriso florescer em minha face. A você, Meu Amor de Muitas Vidas, Meu Companheiro de Muitas Jornadas, Obrigada pela sua força, pela sua determinação, pelo seu cuidado, pela sua dedicação, e principalmente pelo seu amor. Acredite, se eu estou sobrevivendo de maneira menos dolorosa e mais forte a essas rupturas intensas, é porque você está comigo, me apoiando e me amando a cada instante!
Obrigada a toda minha família, a todos meus amigos, a todos os meus leitores que me inspiram a estar aqui a cada dia.
Obrigada...
Que os novos ventos que se aproximam me possam levar pelos melhores ares que podem existir...
E que esse voo que se aproxima seja o mais belo possivel, além do que a imaginação pode sonhar!

20 de novembro de 2009

Pensando, escrevendo, digitando, falando... no peito.

Cada passo que eu dou a frente, sinto o vento me puxando para trás. A cada certeza nova, outra incerteza aparece.
E como se a cada palavra que eu disesse alguém aparecesse pra retrucar.
E é assim que eu me sinto.
Cada vez mais e profundamente sozinha.
Não uma solidão barroca, mas uma solidão que ora torna-se estimulo, ora, motivo para tristeza.
Sinto mesmo que eu devo ter algum papel nessa jossa chamada Terra.
Sinto mesmo que esse papel é exclusivamente meu.
E isso é proporcionalmente bom e ruim, porque vejo as pessoas que eu amo, de certa forma, terem suas funções reduzidas, e ora aumentadas.
Vejo elas me desistimulando e seus desistimulos me incentivando, como se depois de provar para mim mesma que sou capaz de tudo que sonho, provaria a elas com o orgulho no sorriso: Vejam, eu consegui!
É contraditório e irreverente, porque nega-se para aceitar-se. Pisa-se para levantar-se.
Cai-se para voar-se.
E assim vamos nessa roda imensa e colorida, abstrata e simples, cheia de frivolidades e ações vitais que me levam ao meu destino, sabe Deus onde, mas que sei que Ele me conduz.
Que eu tenha serenidade para anular o que me faz mal, para fazer sair por um ouvido, o que me entra incômodo no outro.
Porque pessoas para apitar, falar, achar, e apitar de novo é o que mais tem.
Mas na verdade, quem faz a planta do meu Castelo sou eu, os outros, se quiserem vir comigo, e me ajudar a construí-lo, serão felizes e amados.
E que Deus seja sempre comigo... e com vocês também!

19 de novembro de 2009

Reflexo da mudança


Eu me lembro, no primeiro colegial, meu professor de física, um gordinho engraçado que parece o tio Chico, cujo nome é Ivan nos disse:
" Gente vocês vão ver como vocês vão mudar daqui pro terceiro colegial!"
E na hora eu pensei:
" Imagina, a gente nem vai mudar tanto assim!"
Pois ele estava certo. Mudamos.
Estivemos organizando as fotos desses três anos para o vídeo da formatura.
Me deparei com a minha face por diversas vezese realmente, algo em mim mudou.
Esses dias atrás, passei rapidamente pelo espelho e levei um susto.
Parei e fiquei me olhando.
Desenhei minah face com os dedos, que desceram até o pescoço e o colo. O que havia de diferente em mim?
Estava com cara de... mulher?
Estava mais... velha?
Estava mais... madura?
Não importa! Importava que havia mudado, e mais ainda, agora a mudança era visível.
É o que dizem mesmo, o interior sempre reflete para o exterior.
E aí estão meus novos traços.
Não sei como são direito. Sei que perdi um pouco minha cara de menininha.
Tem algo mais sério e mais forte em mim. É como se meu leão falasse mais alto agora.
É como se eu me encontrasse em mim.
Eu, que nunca tive traços fortes agora quando me olho tenho em mim mesma uma sensação de coragem e determinação.
Não importa o que venha a ser, é característica do tempo.
O tempo e as experiências me mudaram, e aqueles que conseguiram perceber e aceitar minhas mudanças estão comigo até hoje. Os que achavam que eu seria uma eterna menininha de 15 anos, ficaram para traz com suas ilusões.
E cá estou eu... Não sei exatamente como me sinto me vendo dessa forma, mas eu gosto.
E espero que com o passar dos anos eu me veja sempre assimn: mais forte, mais corajosa e determinada.

18 de novembro de 2009

O leão e eu!


Fantasmas vem me atormentar. O fantasma do medo, do abandono, da solidão.
Rondam minha cabeça, fazem do meu único momento de descanso um pesadelo quase real, até o momento que acordo.
Acordo e eles se vão, mas na lembrança estão refletidos os meus fantasmas, e lá no fundo está uma garota sozinha, com o coração de sangue pisado nas mãos, chorando. E os fantasmas a lhe assustar a cabeça:
" Você é sozinha!"
" Ninguém nunca vai te amar!"
" Você nunca vai ser feliz!"
As criaturas continuam, mas eis que surge no meio das trevas, um imenso forte leão!
Com sua juba majestosa, ele ruge com toda sua força, mandando todos os fantasmas para o limbo. Seu rugido de coragem, de força, de amor, dão a garota a força pra continuar, e com toda a energia de lzu do leão, ela refaz o seu coração. Agora sem marcas, sem sangue pisado. Só com algumas cicatrizes, mas que vão sumindo aos poucos.
O leão e a menina se conhecem, se igualam no sentimento e no amor.
A menina é o leão.
O leão é a menina.
E juntos são uma coisa só.
São coragem e coração, força e fé, espírito e essência.
São tudo juntos.
Somos eu, e eu mesma.
E nenhum fantasma mediocre vai me assustar, agora eu sou o leão, eu sou a menina, eu sou a vida, eu sou eu.
Eu sei que não estou sozinha, sei que as pessoas me amam, e sei que serei eternamente feliz!
Eu e meu leão, nós, juntos, dentro de mim, vamos superar tudo isso.
É o nosso pacto.
Meu e do meu leão.

16 de novembro de 2009

Amor sem forma, só amor...

Me ponho a pensar e milhões de coisas rodam na minhe mente.
Hoje olhei para uma foto nossa, não era só uma foto nossa, porque nenhuma foto nossa é só uma foto nossa. Mas aquela era um tantão especial, a primeira foto nossa! Nossa primeira foto, melhor!
E olhando bem parece que estamos mais velhos, parece que faz tanto tempo, parece que já era assim.
Mas eu parei e pensei que tinha feito tantas coisas antes daquela foto ser a maior verdade e o maior amor da minha vida! Mas não importava. Importava que a foto mudara minha vida, não só ela, mas tudo que ela remete.
E olhei de novo, é verdade, amadurecemos sim.
Parece mesmo que faz anos que estamos juntos nessa, e vai ver, é verdade mesmo!
Acho mesmo que era a sua cara, a cara do noivo que eu sonhava e não podia ver.
Acho mesmo que era com você que eu me encontrava em sonhos mágicos e cheio de luz e de repente acordava e sabia que tinha tido um sonho lindo, com alguém mais lindo, mas não conseguia lembrar.
É, era você.
E é você!
É com você que eu sonho todas noites bonitas, é pra você que eu escrevo os meus mais belos textos, é pra você que eu devoto e dou meu amor.
Que elo mágico terá nos unido? Que futuro encantado e feliz nos aguarda?
Não importa, importa que estamos juntos nessa, de novo e de novo. E nesses ciclos vitais, nesses ciclos sagrados, como vidas que dançam numa roda harmoniosa eu te agradeço, te agradeço por ter se aberto pra mim, por ter me deixado entrar, por me fazer feliz, por me amar, por acreditar no presente e no futuro, na vida, por ser você, por ser vida, amor e luz, consciência e coração!
Sem formas, sem padrões, simplesmente ser...
Amor sem forma, só amor!

Matuto que só!

No alto, estava Cristo na cruz, e embaixo, Eulália a rezar de olhos no Cristo.
Ajoelhada com as mãos cruzada, quase encostavam a boca, que ia em sussurros pedindo por sua alma, que pecava em pensamento.
O véu branco misturava-se com os cabelos louros enrolados e compridos. Os olhos azuis, ora olhavam para o Cristo, ora fechavam-se numa prece comovente e fervorosa.
O sacristão, Tarso, gostava de ver a moça rezar. E junto dele, estava Matuto, o mulato, criado da igreja, que não via prazer maior do que ver a jovem Eulália rezar.
" Parace um anjo, não parece, sacristão?"
" Quieto Matuto, vai tirara concentração da menina! E além do mais, ponha-se a varrer, não é para teu bico!"
" Só falei que ela parece um anjo, arre!"
" Essa menina é a personificação da beleza e da castidade de Maria!"
" Mas ela vai casar, sacristão!"
" Continuara por ser a beleza e a castidade, mesmo com uma criança no colo. Será como Maria trazendo o Nazareno nos braços!"
" O sinhô fala bunito que só!" Matuto pensou um pouco e tornou " Será que se eu falasse bonito que nem o sinhô, sacristão, e se eu fosse branco ela olharia pra mim?"
" Se fosse sacristão, certamente que não!"
Matuto, esperto que só entendeu o comentário do sacristão. Havia dentro do jovem aprendiz de santidade um amor reprimido pela menina Eulália. Amor reprimido pela própria vergonha, pelo medo e pela igreja.
" Estudamos juntos, eu e Eulália. Éramos bons amigos. Hoje ela me cumprimenta com o sorriso de sempre. Fico feliz que vá se casar. Espero ensinar catequese aos filhos que ela terá!"
" Ô sinhô sacristão tá enganado que só, sabe não? A menina Eulália vai se casar e vai embora pra capitar! O noivo dela é homem curto e inteligente, ouvi dize inté que vão embora pras Europia!"
O sacristão engoliu uma lágrima a seco e retrucou agressivo.
" Muito bonito, pecando na casa de Deus! Ouvindo conversa alheia e fazendo fofoca! Vais pro inferno, Matuto!"
" Pior é o sinhô, que tá se negando quando diz que quer ser padre, tá na vossa cara o amor que o sinhô sente pela menina Eulália, devia é larga a batina enquanto o sinhô não tem batina, entende?"
" Vai te catar, Matuto!"
O sacristão saiu bufando e pisando forte.
Enquanto Matuto viu a menina suspirar no seu último Pai Nosso.
" Livrai-me de Todo o mal, amém!"
Levantou-se, guardou o véu na bolsinha mimosa, e foi saindo.
" Dia sinházinha Eulália!"
" Bom dia Matuto, como está?"
" Bem que só! A senhora ora bunito por demais, parece até a personificação da beleza e da castidade de Maria Santíssima!"
A menina sorriu.
" Você andou estudando Matuto?"
" Estudo todas as noite, sim senhora!"
" Muito bem! Aprenda a dirigir que quando eu voltar da lua de mel, levo-te para São Paulo comigo! Bom dia para você Matuto!"
" Bom dia, sinházinha!"
E Matuto riu-se. Agora era "curto" e estudava!
Pudera, tinha que ser apelidado de Matuto mesmo! Matuto que só!

A menina Tizah

Não havia nenhum raio de Sol no céu. As estrelas ainda eram supremas.
Os olhos amendoados e belos abriram-se, entorpecidos pelo sono. Hoje era dia de partir.
Levantou-se da esteira, sua mãe já havia acordado, preparara para ela um leite grosso, mingau. Mingau que só a mãe sabia fazer.
As mudas de roupa numa malinha improvisada, vestira sua roupa mais bonita.
Lá fora, as folhas choravam orvalho matinal. A aldeia choraria de saudade.
Lavou o rosto com água gelada. Arrepiou toda.
Agora os primeiros raios de Sol surgiam na pequena aldeia.
Os irmãos foram acordando, um a um, e ao verem Tizah tão bonita, e com a malinha ao lado, fizeram-se cabisbaixos.
A filha mais velha do casal Kalua e Tao Zedong, desde pequena sempre estudara muito. Os livros oferecidos pelo guia espiritual da aldeia, Lao Tsing, fizeram-na ganhar gosto pela leitura. Na escolinha da aldeia era a primeira aluna. E por ser autodidata aprendeu a falar inglês com uma facilidade impar.
Certa feita, um casal de ingleses que visitava a aldeia, conheceu a menina Tizah, que se fez de guia para o tão simpático casal. Ele era diretor de uma escola na Inglaterra, e sua esposa, pedagoga renomada. Fizeram o convite aos pais de Tizah. Dariam uma bolsa de estudos integral a menina. Ela moraria no colégio assim como as demais alunas. Estudaria e se desejasse voltaria para a aldeia duas vezes por ano, durante as férias.
Os pais aceitaram, posto que sabiam que Tizah não teria o futuro que gostaria na aldeia.
- Mama, onde está papa?
- Saiu cedo, foi falar com mestre Lao.
Tizah sabia que o pai estava sofrendo sua partida. No âmago ele não queria que ela fosse, saísse da proteção de seus braços paternos, mas Tizah crescera, já tinha quase dezoito anos, era preciso abrir as asas para o mundo!
O dia já se fazia belo, Tizah, antes de partir fora se despedir de mestre Lao.
Ela era a " flor de luz" da aldeia, segundo mestre Lao. A menina era doce e gentil. Sempre cozia batatas para mestre Lao, posto que ele não comia quase nada. Levava chás para ele, passava tarde lendo e conversando com o mestre. Ele que incitara nela o espírito do conhecimento, e Tizah era grata a ele do fundo de seu coração.
Chegou no pequeno templo, tirou os sapatos. Mestre Lao estava sentado, esperando por ela.
- Sente-se menina Tizah.
Tizah beijou-lhe as mãos. Mãos essas cheias de rugas do tempo, envelhecidas pela vida, rudes, porém macias, e cheias de boas ações em cada uma de suas linhas.
- Hoje vais partir.
- Sim, mestre.
- E por que vais?
- Sinto que um pedaço de meu coração me chama naquela terra distante.
- Certo está o teu coração! Vai em busca da metade dele, mas jamais deixe que a metade que tens ai, se perca de ti!
Os olhos de Tizah estavam cheios de lágrimas.
- É difícil deixá-los!
- Não vai deixar-nos, vai só em busca do que te falta! E vai com Deus, ele há de te proteger, menina! Estaremos contigo, onde quer que vá. Deixe que o coração e a intuição te guiem. Não te aflijas, oraremos por seu caminho!
Tizah abraçou o mestre, e chorou.
Os olhos envelhecidos do mestre estavam cheios de lágrimas.
- Vai flor de luz, vai iluminar aqueles que precisam da tua luz!
Tizah deixou o mestre Lao com lágrimas nos olhos.
Ao voltar para a casa a carroça já a esperava.
Sua mãe e seu pai iriam com ela até a estação de trem.
Abraçou todos os irmãos. Eles choravam.
Mukum, o mais novo, ainda um bebê, chorava sem saber porque.
Iriam sentir falta de Tizah, muita falta!
Todos da aldeia apareceram para despedir-se e desejar boa sorte para a flor de luz!
Logo Tizah subiu na carroça, e ao trotar do cavalo, via todos aqueles que amava, ficando cada vez mais longe de suas mãos, mas cada vez mais nítidos em seu coração.
E ao passo que a estrada a afastava da pequenina aldeia, a aproximava de um futuro belo, um futuro promissor que lhe daria suporte para voltar e melhorar as condições de vida daquele povo. Mas primeiro era preciso aprender o necessário para si, e Tizah teria muito o que aprender...

12 de novembro de 2009

MÁdrasta

Eu nunca gostei de generalizações. Eu acho que sempra haverão excessões em quaisquer que sejam os grupos.
E gosto menos daquelas generalizações que envolvem família.
A que mais me irrita é a figura de MÁdrasta.
Sim, porque todos veem madrastas como pessoas cruéis, que tentaram substituir as mães, enfeitiçaram os pais e atormentam as filhas!
Ahhhh que coisa mais infantil!
Não é porque a madrasta da Cinderella é maluca e faz a coitadinha limpar o chão que todas as madrastas são iguais a ela! Não é porque a madrasta da Branca de Neve tentou envenená-la com uma maça que não vamos comer nada que elas façam! ( risos)
É claro que deve existir umas malucas sim, mas não vamos generalizar!
Hoje, fazendo hora antes de ir na manicure, eu estava vendo Malhação, e a menina que tá presa na caverna, está dificultando o seu resgate porque não quer voltar pra casa por causa de sua madrasta!
A madrasta é bonitona, gostosona, com os cabelos bem compridos, dez vezes mais bonita que a menina, e intrometida! Agora, que filha ou que filho que vai gostar de uma criaturazinha abissal dessas?
Esse estereótipo da madrasta bonita e malvada, a madrasta que disputa da atenção do pai/marido, isso é coisa do passado! E por experiência própria eu posso dizer isso!
Meus pais se separaram quando eu tinha nove anos, e no meu aniversário de dez anos, por idiotice aguda do meu pai, ele decidiu levar a namoradinha de dois dias na minha festa!
Acontece que eu sempre tive um sexto sentido aguçado quando o assunto é gente, e na hora eu vi que a indole da criaturinha era inferior a de uma... bom, não vamos baixar o nível! (risos)
Falsa, nojentinha, metida a boa moça!
Ela conseguiu acabar com a minha festa! Desgraçada! Bem feito, agora é uma leitoa de gorda! hahaha!
Meu pai viu o tamanho da cagada e tudo bem...
Anos depois ele arrumou uma namorada.
A moça era nova, bonita, magrinha, simpática, e não por coincidência eu já a conhecia e já a adorava. Ela era amiga de infância da minha tia e sempre nos demos muito bem!
Fiquei muito feliz e posso dizer que quem ajudou a moldar a cabeça do meu pai foi ela! Muitas vezes cheguei a me dar melhor com ela do que com meu pai!
Por ser nova, ela abria a cada dia uma portinha para a luz, deixando a ignorancia ser iluminada por ela! Foi e é minha confidente também. E hoje é uma pessoa que eu admiro, respeito, e amo, principalmente pelo fato de ela ser mãe da minha irmãzinha mais nova, a Gika!
E é muito engraçado, porque além de eu me dar bem com ela, minha mãe também se dá super bem com ela! E quando eu conto as pessoas acham engraçado e ficam surpresas, algo que deveria ser normal!
Na verdade as pessoas são mesquinhas, e deviam mesmo perceber que não importa o que passou, que a vida continua e que Deus sabe o que nos espera de melhor lá na frente!
Que as novas gerações possam ter consciência de que MÁdrastas serão más, se as tratarmos assim. E se existirem ainda MÁDRASTAS com M maiúsculo, que os seus respectivos companheiros possam perceber depressa!
No fim, todos caminhamos para a harmonia Universal, e isso começa dentro da nossa própria casa!

10 de novembro de 2009

Crescendo...

Desde pequena eu sempre ouvi: "quando você crescer..." ou " o que você vai ser quando crescer?". Frases e perguntas assim, que estavam diretamente com o meu crescimento.
As pessoas sempre falaram nisso, mas nunca me disseram como seria crescer.
Nunca me disseram que seria tão rápido. E na verdade eu acho que elas mesmas não perceberam que também cresceram rápido.
É, a gente quase não percebe que está crescendo, mas sente.
Sente porque de uma hora pra outra você larga as barbies por msn, e de repente, quando sente que as largou, bate uma tristeza. Então você corre para elas, senta-se como costumava fazer, rodeada de barbies e apetrechos e tenta brincar. Isso mesmo, tenta.
Então você vê que não consegue.
Aí vem a frustração.
E devagar você vai percebendo que mesmo que você quisesse muito, não conseguiria. Você cresceu, e as barbies serão trocadas por msn, que será trocado por livros, que será trocado por trabalho e responsabilidades.
A gente cresce sem perceber.
E dói.
Vai dizer que não dói?
Dói sim!
Mas não adianta ficar lamentando o castelo encantado em ruínas, temos que sorrir por ele ter existido e feito de nós crianças cheias de sonhos e fantasias.
Foi bom demais enquanto durou.
E assim, a cada dia que passa eu sinto a luz adentrar o casulo.
Dias ela me cega, ou eu não quero vê-la. Dias ela me encanta e faz de mim absolutamente feliz.
E voo se aproxima. Mas sei que ainda não posso voar por inteira, então eu continuo aqui, pintando e escrevendo na parede do casulo.
Porque eu sei que em breve, serão palavras na parede de um passado feliz e encantador,mas que passara, assim como o meu castelo encantado da infância.

3 de novembro de 2009

DÁ LICENÇA BRASIL!


Século XXI, era da tecnologia, da modernização, da internet. Era do Brasil.
O crescimento econômico verde e amarelo nos enche de orgulho, agora somos credores do FMI, autosuficientes em petróleo, quem diria!
Muito bem... Por um lado temos o avanço, o progresso.
Do outro lado temos o atraso, o arcaísmo, a vergonha, o repúdio, e indignação!
No país do Carnaval, onde a mulherada, só de tapa sexo, desfila em Rede Nacional, todas pintadas de glitter, com o corpo todo a mostra, a menina que foi de vestido curto é tida como puta!
É para piorar a situação é linxada pelos seus "colegas" de faculdade. Os universitários do Brasil tem o desenvolvimento moral de uma lontra! Mas que belos profissionais teremos no futuro!
Eu confesso que estou pasma com o escandalo da Uniban!
Pra começar que, com a corrupção ninguém se preocupa! Pra exigir nossos direitos lá na frente do Palácio do Planalto, pra lutar por igualdade, pra pintar a cara e gritar por um país mais justo ninguém se manifesta!
Agora, pra atacar a menina, uma estudante, que tá lá, lutando por um futuro melhor, o povo todo, o POVINHO, A CORJA, os SELVAGENS, vão todos lá, como se fosse um apedrejamento hostil de uma adúltera no Oriente Médio!
DÁ LICENÇA BRASIL!
Agora eu vou falar:
O que leva uma cambada de ESTUDANTES a fazer isso?
Em que século estamos, por favor?
Nossos avós, bisavós lutaram tanto pela igualdade e principalmente, nossas avós, e bisavós, as mulheres do passado, que deram a cara a tapa pra terem direito ao voto, igualdade e coisa e tal, agora veem toda uma luta disperdiçada por uma cambada de infelizes que não respeite a vida, que não respeita a nação, que nos envergonha e suja de lama a nossa bandeira verde e amarela!
Essa corja de estudantes, se é que podemos chamá-los de estudantes, são pessoas atrasadas, conservadoras, que tem dentro de si um Hittlerzinho, um Stalinzinho gritando por sangue!
Se assemelham com animais irracionais, mas se formos procurar na natureza, que espécie que que tem esse comportamento deprimente, caótico e nojento?!
ACORDA BRASIL!
Dá licença, minha gente!
Nós somos um país livre, e cada um faz o que bem entender da sua vida!
Se a moça quiser is vestida de índia na faculdade ela vai! NINGUÉM PAGA AS CONTAS DELA!
E quanto aos falsos moralistas, meus pesames!
Vocês ainda terão filhos e filhas e dái eu quero ver! A gente é julgado com a mesma intensidade que julgamos!
Não interessa a roupa dela, ninguém tem nada a ver com isso!
E mesmo se ela fosse puta, ou melhor, prostituta, ela é maior de idade, vacinada, e livreeee!
Eu me envergonho profundamente por esses seres acéfalos da Uniban!
Aliás, me envergonho mais ainda por aqueles que apoiam o comportamento bárbaro e atrasado deles, e mais ainda em pensar que boa parte da população brasileira pensa como eles, só não age igual por falta de oportunidade!
Quem quiser ouvir merda, e ver o quanto somos atrasados, o quanto nossos jovens vivem numa ditadura interna, acessa o Youtube e procura sobre esse episódio! Dá vontade de chorar pelo atraso moral e mental!
Esse falso moralismo é fruto de uma educação conservadora e retrógrada. É fruto da frustração sexual, da falta de amor, de carinho e de educação de qualidade, desde o momento que esses primatas eram crianças, até o presente momento!
Gostem vocês ou não, eu discordo totalmente do que aconteceu!
Foi um julgamento imbecil, atrasado, deprimente e vergonhoso!
É tão difícil de acreditar que em pleno século XXI vivemos uma caça as bruxas!
Eu só tenho a lamentar!
E digo mais: admiro essa menina de ter tido coragem para dar continuidade aos seus estudos, mesmo depois de tanta humilhação! Eu tenho certeza que nenhum daqueles projetos de seres humanos teria coragem de peitar uma universidade toda, como a Geisy está fazendo, depois do ocorrido!
E se eu pudesse dar um recado a essa menina eu diria: força, Geisy! Porque Jesus, que é Jesus, passou por humilhações semelhantes e piores a que você enfrentou, e mesmo assim, teve amor o suficiente pra perdoar todos aqueles que o julgaram e o condenaram, porque ele sabia que eram só pessoas atrasadas, sem amor, hipócritas e pouco evoluídas! " Perdoa Pai, eles não sabem o que fazem!" Tenha fé que você vencerá! Força, porque Jesus é por nós, e se Ele é por nós, quem será contra nós?

29 de outubro de 2009

O primeiro feixe de luz

Eis que o primeiro feixe de luz adentra no casulo.
O primeiro feixe de luz.
Me acorda subtamentee de repente estou em saltos.
O casulo está a se romper. Devagar, com delicadeza, mas já pude ver o primeiro feixe de luz a iluminar o casulo.
A luz bate em meus olhos, por dois segundos não acredito, mas logo abro os olhos e veja, é de verdade!
Todos estão felizes a me esperar lá fora e me dizem palavras doces, animadoras, cheias de incentivos.
"Olá Borboleta, estamos esperando por você! Venha logo, a vida fora do casulo é belíssima!"
Já me chama de Borboleta!
Aqueles que me querem bem fazem o possível para me ver mais contente do que a situação pede! É a minha primeira grande conquista. É a primeira rachadura do casulo.
Passei noites e dias pensando como seria ver o Sol, que cor tinha o Sol. Eu sabia de nome, sabia que tinha luz, mas só podia ver o Sol com a abertura que o casulo me proporcionava. Agora o casulo abria uma fenda para que eu visse o Sol com meus próprios olhos e com a minha própria opinião. De fato, o Sol é mesmo maravilhoso!
Passei os últimos meses pensando, ensaiando como seria sair do casulo.
Mas agora, que ele se mostra semi-aberto, percebo que realmente, ele se abrirá e eu então, terei que voar.
Voar...
Que medo que dá em pensar que minhas asas se abrirão pela primeira vez, longe da Borboleta-Mãe, longe da minha Colônia Colorida.
Dá medo, mas ao mesmo tempo é empolgante e excitante, pensar que poderei voar por campos inimagináveis, campos belos, alvos, campos que eu escolherei.
Agora o casulo ainda me tem, mas aos poucos vai pedindo para que eu, devagar, me mexa e comece a abrir minhas asas.
É, a crisálida não é mais crisálida.
A Vida sabe que estou amadurecendo e me quer de asas abertas. A Vida sabe quando estamos prontos, e se ela me diz é porque realmente sabe que estou pronta pra voar!
E nesse vulcão de sentimentos eu senti as lágrimas debulharem dentro de mim e escoarem pelos meus olhos sem que eu fizesse nenhuma força.
Sim eu estou muito feliz, mas ao mesmo tempo estremeço um pouco... Eu era uma lagartinha até ontem e hoje já vejo meu casulo se rompendo!
Como é a vida...
Mas até que minhas asas estejam 100% o casulo tem fendas para abrir!
Que eu faça da luz minha aliada, que eu tenha forças e abra minhas asas para a Vida, pois ela se abriu para mim!
E que todos aqueles que me acompanham nessa estrada, no meu ensaio de voo, e todos aqueles que estarão comigo, eu vos agradeço pelo amor e pela dedicação!
Porque na verdade amor e dedicação são os ingredientes mágicos que fazem de simples lagartinhas, belas e corajosas borboletas!











Texto sugerido pela minha Borboleta-Mãe, a quem eu devo o dom da vida, o meu amor incondicional!

PRIMEIRA CONQUISTA!


A minha primeira conquista!
Foi emocionante!!!
Aquela ansiedade e de repente um DDD 11 me ligando!
Minha sogra passa o telefone para meu amor, e de repente uma sensação que eu nem imaginava que pudesse existir!
PASSEI! foi tudo que me veio a mente!
Faltam-me palavras!
Por mais que eu ainda tenha mais dois caminhos, é importante ressaltar nossas vitórias!
Obrigada a todos aqueles que fazem parte dessa conquista!
Obrigada a todos a aqueles que de maneira direta ou indireta participaram disso!
Obrigada a todos aqueles que desde o início confiaram em mim!
Obrigada principalmente a minha mãe, ao meu amor e minha família que fizeram cada passo dessa jornada ficar mais leve... E eu conto com vocês, e com todos vocês para conquistar mais dois caminhos!
OBRIGADA DE CORAÇÃO!!!



Gabriela Sikorski Cerqueira Cesar Rojo - aprovada no vestibular da Universidade São Judas, em sétimo lugar no curso de Comunicação Social- Enfase em Jornalismo.

28 de outubro de 2009

A doce história de Dulce

A doçura sempre fora sua marca registrada, e deve ser por isso que recebeu o nome de Dulce.
Dulce, sempre fora amável, meiga, doce. Sua aparência lembrava um torrãozinho de açucar, cabelos loiros e ondulados nas pontas, bem claros, olhos meio azul meio verde, bochechinhas rosadas, dentes branquinhos e sorriso encantador. Parecia mais um bibelô de açúcar.
Quando criança era exemplo de educação na escola, gentil com mestres e colegas.
Crescera numa família cheia de amor e mimos. Sua mãe, Alícia, a quem Dulce devia sua beleza, era uma mulher encantadora. Professora de francês, ensinara a pequena Dulce a língua de Paris, e Dulce sonhava em conhecer a La Tour Eiffel.
O pai de Dulce, Heitor, era apaixonado pela filhinha. Fazia-lhe todos os gostos, Comprava-lhe bonecas de porcelana e lápis de cera para que a pequena desenha os seus mais belos sonhos nas folhas branquinhas que ele trazia do escritório.
Dulce crescera e se tornara uma linda mulher, e os homens da alta sociedade paulistana almejavam-na como esposa e mãe dedicada de seus filhos.
Por onde passava Dulce era galanteada, em sua casa recebia flores constantemente. Mas Dulce sabia que atrás daquelas flores com promessas de amor mentirosas se escondia a erva daninha da vaidade, e Dulce não compactuaria com isso.
Com o auxílio da tia avó Úrsula, que fora como uma avó para Dulce, posto que a mãe de Alícia havia falecido e a avó paterna morava no interior do Sul, Dulce juntava dinheiro para ir para a França.
Até que um galanteador de primeira categoria enfeitiçou a pobre Dulce e também a seu pai, em poucos meses estavam noivos.
As amigas do colégio tentavam avisá-la que o galanteador, Olavo, não valia o pão que comia. Mas não adiantava, Dulce estava apaixonada.
Foi então que percebendo o engano da sobrinha a tia Úrsula mais que depressa comprou duas passagens para a Paris e avisou a jovem Dulce:
" Embarcamos amanhã, faça suas malas! É sua oportunidade!"
Dulce não teve tempo de pensar, e ao vê-la embarcar, o galanteador Olavo sentiu que a perdera para sempre.
Apesar de deixar o noivo, Dulce não se sentia triste, pelo contrário. Tinha um excelente pressentimento.
Dito e feito. No desembarque um afilhado de tia Úrsula as esperava, um francês de encatadores olhos azuis e cabelos clarissimos, chamado Marc.
Fora amor a primeira vista! Tia Úrsula adiou a viagem para um mês e quando voltou ao Brasil, voltou sozinha.
Dulce ficara com Marc. Tia Úrsula tinha dado a ela seu apartamento na Champs Elysee, e assim que ela concluisse seu curso e ele terminasse a faculdade, casariam-se, mas no Brasil.
Dois anos depois do casamento, Dulce e Marc voltaram para o Brasil, trazendo consigo uma linda menina a quem chamaram de Úrsula em homenagem a tia que os unira.
E Dulce, levava sua vida parisiense cheia de amor e doçura, como deveria ser.

27 de outubro de 2009

Desapegos do casulo

O casulo se faz cada dia mais apertado. Chega a ser claustrofóbico.
E todos os movimentos que eu faço para melhorar, tentar me mexer, só me apertam cada vez mais.
E mesmo ainda estando dentro do casulo, sinto que se aproxima o dia do voo.
Quando a gente é crisálida não é fácil pedir colo.
A gente se acha suficientemente crisálida e acha que tem coisas que nenhuma borboleta mais velha precisa nos ajudar.
Mas pera lá, eu disse tem coisas, não disse tudo!
A gente, mesmo sendo crisálida, mesmo estando dentro do casulo, mesmo que o voo de aproxime, a gente precisa de colo, de carinho, de aconchego.
Não é fácil desapegar da idéia de casulo, onde tudo é quentinho, familiar, fácil, confortável.
Acho engraçado ver as minhas lagartinhas, porque elas são tão pequeninas ainda, se arrastando na estrada da vida com um sorriso no rosto.
E sinto às vezes, porque sei que minhas lagartinhas terão muitos anos pra desfrutar das alegrias do casulo... Os meus já passaram...
Passaram tão rápido que chega doer quando lembro que não faz muito tempo eu era a lagartinha mais feliz do casulo, e era a alegria dele!
De como todos me paparicavam tanto, de como era sossegada e alegre e vida no casulo.
Eu andava pra lá e pra cá, sonhando em ser borboleta, até que um dia... puff!
Aqui estou eu, prestes a ser borboleta, nostalgiando os meus tempos de lagartinha.
As coisas aqui no casulo não estão fáceis...
E mesmo com todo esse aperto, dentro e fora de mim, eu juro que me esforço pra fazer o melhor que posso, pra tentar participar das coisas no casulo, mesmo que, porventura, seja intromissão da minha parte.
Eu juro que tento, que me esforço pra fazer parte das coisas no casulo.
Só Deus sabe quanto doeu quando eu tive que deixar todos os meus lá na festinha pra ir peitar um ensaio de voo!
Quanto dói o desapego, quanto dói saber que nessa vida, eu nunca mais serei uma lagartinha!
Ah, se eu soubesse que ia passar tão rápido eu tinha pego o primeiro Expresso para a Terra do Nunca, ou tinha sequestrado uma fada pra ver se ela me dava o tal pózinho mágico, eu ia voando mesmo, em direção a tal Estrela que leva à Terra do Nunca!
Mas agora não dá mais tempo, o Expresso já saiu sem que eu me desse conta, e as fadas pouco aparecem para mim...
Agora, o que me cabe, é compreender, perceber e aceitar minah condição de crisálida, e perceber também o quão bom e os privilégios que a vida de borboleta me trará...
Até agora, o máximo que eu consegui foi abrir uma conta na locadora no meu nome...
Mas mesmo com todo o aperto eu sei que o Sol vai surgir no horizonte, e meu voo será tão belo quanto eu puder sonhar!

Ônibus 147

E mais uma vez a última imagem que se vê é a caixa de madeira sendo colocada num buraco de terra, e lá dentro, um rapaz. Um rapaz negro, dito marginal.
Coadjuvante da Chacina da Candelária, Protagonista do episódio Ônibus 147.
Um rapaz, um assassino.
Mas antes de mais nada um menino, um menininho atormentado por imagens de um passado sombrio, um passado manchado de sangue materno.
Um passado sem pai, um passado sem família, sem colo, sem carinho.
Todos os dias milhares de Sandros surgem nas ruas do Brasil.
Esses meninos condenados ao suplício de sua cor e sua posição social, esses meninos maltratados pela vida, invisiveis para a sociedade.
E vai dizer que não?
Quem de nós nunca fingiu não ver um garoto de rua pedindo esmola no semaforo, ou fazendo malabares, vendendo chiclete?
Quem de nós já não fechou os olhos para não ver aquelas crianças pequeninas dormindo debaixo das pontes, ao relento, sem pai, sem mãe, sem nome?
É a dura realidade no Brasil.
Não só do Brasil...
E nós continuamos fechando os olhos, até que um deles, para ser visto, num apelo de visibilidade invade um ônibus e faz pessoas reféns.
E o desfecho dessas histórias será sempre morte e sangue.
Serão sempre trágicos e dolorosos.
E então nós veremos que atrás de um marginal, de um assassino, havia um garotinho surrado pela polícia, um garotinho que lhe fora negado o pão, o colo, a moradia. Um garotinho que viu tudo de pior que pode ser visto nesse mundo!
Um garotinho que se lá atrás tivesse tido carinho, afeto, educação, e oportunidade, não teria terminado dentro de uma caixa de madeira ingrata, num buraco sujo de terra, só com uma velha mãe que o adotara depois de grande, lhe oferecendo flores, chorando sua morte...

26 de outubro de 2009

Caminho da Mooca

E mais uma vez o GPS os deixara na mão. Não se surpreenderam.
Era a Vida querendo testá-los novamente, sabiam disso e comentaram um com o outro.
Agora o caminho para a Mooca teria que ser feito por eles, a moda antiga, sem GPS.
Era de confiança que eles precisavam, confiança neles mesmo, na Vida, no Destino, em Deus.
E lá foram, entre conversas costumeiras, mãos, carinhos e beijos.
O sinal vermelho era o favorito por ela, pois assim podia deitar sua cabeça no ombro dele, sentir-lhe o cheiro e dizer com calma: eu amo você.
Muitas vezes o sinal verde abria e ainda estavam saboreando o beijo. Único e indescritível. Talvez os motoristas atrás entendessem o amor, por isso, jamais ousaram buzinar.
E lá iam eles, seguindo placas em direção a Mooca, um tanto tensos.
" Por que confiar na vida é tão difícil assim?"
E logo ali ele abaixou um vidro r perguntou a um senhor onde era a Rua Taquari. O senhor foi gentil e disse que era a primeira a direita.
Enquanto ela falava com a mão no celular, tranquilizando-a pois a prova era às duas, e não uma da tarde.
Viraram a primeira a direita e nada. Andaram, viraram aqui e acolá.
Logo ela começou a ficar nervosa e a deixá-lo tenso.
" Amor, você precisa lidar melhor com esse tipo de situação, você não pode agir assim."
E logo duas lágrimas rolaram. A voz dela embargada no choro pedia para que ele tivesse paciência, embora soubesse que se tratando dela, ele tinha toda paciência do mundo.
Ele entendeu o pedido, segurou na mão dela, sabia que não era um dia como todos os outros, e faria de tudo para apaziguar o nervosismo que ia no âmago dela. Com ela seria da melhor maneira que ele poderia fazer.
E logo perguntaram num posto ali e o rapaz gentilissimo explicou. Ele agradeceu com um sorriso e comentou com ela que o povo da Mooca era muito gente boa, o que a deixou confortada.
Então, no sexto sentido que só ele tem, no sinal, viu um carro e comentou:
" Se pá ele tá levando alguém pra lá."
E abaixou o vidro, e com toda a educação fez a sua pergunta.
" É só ir reto."
Bingo!
Chegaram no destino.
Ufa!
O coração dela, apesar de um tanto nervoso por ausa da situação, era só alegria. Tinha acertado na loteria! Mais que isso, tinha encontrado um amor de verdade!
Ele não era só o namorado lindo de olhos azuis, era o namorado paciente que sabia escutá-la mas também sabia a hora de fazê-la ficar quieta. Era o namorado compreensivo que compreendia mesmo que não entendesse cada olhar dela. Era o namorado que fazia o que podia e até mesmo o que não podia para vê-la feliz. Era o namorado, o amigo, o companheiro, irmão, pai, era simplesmente... o Noni!
E era isso que fazia dele o mais especial, o mais amado, o mais querido!
Era essa coisa que só ele tinha, e que não estava tão somente na maneira carinhosa e atenciosa com que ele fazia tudo para que as coisas fossem especiais para ela, mas sim naquilo que estava implícito em cada ação, cada gesto e movimento dele.
Aquilo que eu, mera poeta, chamaria de AMOR!

22 de outubro de 2009

Yago

Deus lhe confiara uma vida, e lá estava ele olhando para o bebê diante de sua porta.
Tomou-o nos braços, o pequenino dormia. E no moisés, um bilhete que dizia:
" Aquela viagem, nós jamais a esqueceríamos, e agora você não pode esquecer. Cuide bem do Yago, por enquanto não posso cuidar dele, mas garanto que você será um bom pai. Se puder, registre-o no seu nome. Boa sorte! Yulia."
Pedro não sabia o que fazer. Era médico, recém formado, vivendo numa bela casa em Jardins, e agora, sem mais nem meio mais, aquele pequenino lhe fez lembrar de coisas que ele já havia esquecido.
Yago... Que belo nome Yulia havia escolhido para ele. De fato, jamais duvidaria da palavra de Yulia, posto que sabia que fora seu primeiro homem...
A vida é mesmo uma caixinha de surpresas!
Não estava desesperado. Só um tanto aflito. Jamais havia segurado um recém nascido tão próximo de seu peito, jamais havia sentido o cheiro de bebê tão de perto.
Uma onda de emoção invadiu-lhe o coração...
Faria de tudo para que aquela criança tivesse o melhor pai do mundo. Não lhe deixaria faltar nada, nem dinheiro, nem carinho e muito menos amor e atenção. Ele que crescera sem pai, sabia o quanto era doloroso o descaso.
Pegou o moisés, levou para dentro de casa. Teodora, a empregada já dormia.
Não queria ligar para sua mãe ainda, ela também já devia estar deitada.
Yago dormia profundamente.
Pedro colocou-o no moisés e colocou o moisés em cima de sua grande cama.
Sentou, passou as mãos pelos cabelos escuros. Respirou.
Foi até o banheiro, lavou o rosto.
Chorou. Chorou muito.
Não sabia porque, mas havia algo mágico, lindo e envolvente nessa criança que dormia no moisés.
Olhou-se no espelho. Talvez Yago fosse parecido com ele. Será que teria os seus olhos verdes?
Seria um garoto muito bonito.
Sentiu-se triste, pois sabia que o menino cresceria sem mãe.
Voltou ao quarto. Yago dormia.
Então respirou fundo, pegou o telefone e ligou para Luiza.
" Lu!"
" Oi Pedro!"
" Você pode vir até minha casa?"
" Pedro, já são uma hora da manhã!"
" Eu sei, mas aconteceu algo inesperado. Alguém tocou a campainha de casa, quando eu abri tinha um moisés com um bebê. e um bilhete! Lu, é meu filho, meu filho e da Yulia, lembra dela? Eu não sei o que fazer!" e começou a chorar.
" Meu Deus! Calma Pedro, em vinte minutos eu tô ai!"
Vinte não, dezoito minutos depois lá estava ela, na porta da casa. Quem abriu foi Teodora.
" Dona Lu?"
" Oi Teodora, cadê o bebê?"
" Do que a sra tá falando?"
E se dirigiram ao quarto de Pedro.
Ele estava deitado na cama, ao lado de Yago, que estava acordado, sorrindo.
As duas pararam. Pedro tinha lágrimas nos olhos.
" Ele não é lindo?"
Luiza se aproximou.
" Sim, lindo como você!"
E pegando na mão de Pedro, sorriu docemente.
" Não se preocupe, vai ficar tudo bem, nós vamos cuidar dele!"

19 de outubro de 2009

Voe, pequenina...


Sabendo das reais verdades da Vida, eu abro as minhas mãos para que você voe.
Solto as tuas amarras, porque sei que jamais detive o poder sob você.
Me aperta um pouco o coração, porque sei que errei contigo, pequenina, e que você o tempo todo, tentou me mostrar isso.
Agora, deixo que você voe livremente e prometo por mim mesma que não vou atrapalhar o seu voo.
Deus faz as coisas na hora que elas devem ser.
Demorei muito tempo pra entender que nós somos apenas grãos de areia na imensidão do Universo e que nenhum de nós detém a Vida nas mãos. Nós simplesmente sentimos e deixamos acontecer.
Quanto mais se força alguma coisa, mais superficial ela será.
Eu quero que seja natural, belo e como Deus quiser.
Agora voe, pequenina...
Voe pelos lugares mais belos que você puder, aprenda todas as lições que você conseguir, assimile em seu espírito iluminado o amor, a caridade, a felicidade e a fé!
Que você entenda que todos os meus devaneios foram por te amar demais, minha borboletinha...
E se eu atrapalhei a sua caminhada, peço que me perdoe e que não me negue por isso.
Eu deixo que você vá, com a saudade de quem vive por amor!
Eu esperarei por você!
Mas eu viverei a minha vida, me construirei como uma excelente pessoa e como uma alma boa e cheia de amor. Prepararei o melhor terreno, o mais harmonioso, cheio de carinho e o mais feliz para que você só encontre alegrias quando você chegar e que isso possa servir para o seu crescimento.
Eu abri mão do poder da vida por amor e por entender que apenas somos, não temos nada.
Voe, pequenina...
Voe, mas eu peço, que um dia, se Deus lhe conceder, que você possa voltar para os meus braços, e eu juro que serei a melhor para você e para mim!
Voe, minha borboletinha...
Voe...

O campo, as flores e a menina


Lá vai a menina andando por entre as árvores, respirando terra e pensando na cidade.
Quanta coisa vai na cabeça da menina, amigos, brincadeiras, amizade, sua mais bela história de amor, cheia de felicidade.
E as unhas dos pés, esmaltadas em cor de tule, tão clarinho e bonito que lhe faz lembrar o ballet.
E pensa que um poderia ter uma filha que seria a bailarina mais linda do Teatro Municipal, mas é só um devaneio, ela sabe muito bem que cada um é o que pode e o que lhe cabe ser.
E vai andando, observando na parede da memória suas fotos mais bonitas, as suas letras mais graciosas, que ela lê e re-lê, e gosta de ler de novo e novo e de novo....
Vai caminhando, a menina. Por entres flores cor de rosa e púrpura, e num céu azul tão belo, fadas e borboletas fazem uma tiara harmônica e feliz.
Pensa nas flores e que elas poderiam enfeitar o seu cabelo quando aquela que ela ama a estivesse esperando para selar com um anel bonito o amor que os uniu!
Ah menina, é ainda tão menina, tão cheia de sonhos e cores, tão pequenina, mas tão grande...
Vai, menina! Caminha por entre as flores, elas são belas e agradáveis, e lhe trarão paz, que, por ora é o que o seu coração precisa...

16 de outubro de 2009

O melhor aniversário do mundo!

Eu desci as escadas automaticamente, sem nada que me motivasse o suficiente pra sorrir. E logo já estava ali, na porta da escola.
Foi quando um par de olhos azuis e um sorriso me despertaram do sono. Era você!
Ah, era você! E eu mal pude acreditar no que meus olhos me mostravam.
Você tinha vindo, lá de São Paulo, enfrentando estrada, transito e chuva só pra estar comigo no meu aniversário.
E quando eu vi o seu sorriso ali, eu me lembrei da primeira vez que eu vi o seu sorriso.
Um filme passou na minha mente. Seu primeiro sorriso, todo encabulado, mostrando os dentes, destacando-os na boca vermelha, um sorriso tímido, mas com algo que só ele tinha, só ele!
Jamais tinha visto um sorriso daquele jeito. E até hoje, nos meus dias ruins, é dele que me lembro, do seu primeiro sorriso, do segundo, não importa, mas é dele que me lembro, e já me sinto bem!
Ah, meu amor, você me traz paz!
Então eu corri para seus braços, com o coração acelerado, querendo sair pela boca! Com os olhos rasos d'água. Eu jamais imaginei que alguém pudesse fazer isso por mim, que alguém pudesse me amar tanto assim!
Naquele instante eu soube o que ela a tão desejada FELICIDADE!
Ela estava ali, na surpresa que você me fez, no sorriso daqueles que partilharam da minha felicidade, do meu amor!
Era só amor voando, espalhado por todos os cantos.
E o dia cinzento se fez claro na minha alma! O Sol e a primavera, num céu azul, me dizendo que era o amor que estava ali!
Só Deus sabe que dia maravilhoso, que felicidade eu senti, que amor, que magia, que luz que me invadiu!
E são momentos como esses que nos fazem sorrir para a vida, e nos fazem pensar que vale a pena estar vivo, vale a pena acreditar na vida, que vale a pena, sofrer, esperar, porque o amor chega!
Que Deus abençoe a todos aqueles que estavam comigo naquele dia iluminado, e que Ele cuide de todos aqueles que me são caros!
Foi o meu mais belo aniversário, e eu vou me lembrar dele pra sempre! E vou pedir a Deus para que todos os meus aniversários sejam assim, lindos, sorridentes, com você ao meu lado e cheios de amor e luz!
Obrigada, Minha Dádiva! Eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter você ao meu lado!

14 de outubro de 2009

O terreno, o fruto, o amor e a vida.

Tendo nascido sob a influência de Virgem, e ainda mais Libriana, não podia ser diferente: tinha que ser romântica!
Mas acredito que outros fatores constribuíram para o meu romantismo.
Tive a infância regada de lindos contos de fadas, principalmente da Disney, onde princesas esperavam por seus príncipes, e onde os bravos e apaixonados príncipes enfrentavam bruxas, dragões e perigos por suas amadas.
E eu, ainda pequenina, esperava pelo meu príncipe que seria belo, de olhos claros e cabelos tão brilhantes quanto o Sol.
Minha imaginação era habitada por seres fantásticos, com uma capacidade de amar incomum, eram princesas, fadas, feiticeiras do bem, mulheres magníficas, homens corajosos... sempre tendo como carcteristica fundamental o amor e o romantismo.
E acho que essa caracteristica minha, que trago desde a infância que me fez levar relacionamentos falidos adiante.
Eu trazia comigo a florzinha do amor, disposta a plantá-la naquele terreno. E na maioria das vezes me deparava com um solo arenoso, que não tinha o que a minha plantinha precisava.
Mas mesmo assim, eu ia buscar água, trazia adubo, e nada.
E na minha mente achava que ela poderia crescer. Era quando ela morria, e eu via mesmo que estava plantando a minha florzinha em lugar errado.
Por anos vivi assim, a espera do terreno certo, propício, que oferecesse a minha florzinha tão querida o que ela mais necessitava.
E esperava ainda pelo príncipe, porque posso ter crescido, mas não deixei de esperar por ele.
Foi um belo dia que me cansei, e decidi jogar tudo pro alto, inclusive a florzinha.
Príncipe? Eles não existem mesmo! - eu pensava.
E joguei a plantinha, como quem diz: " Se Deus quiser, vai acontecer!"
Então num belo dia, estava eu, caminhando por um vale lindo e agradável, sem muita esperança, até que avistei uma árvore.
Me aproximei dela e quase não pude acreditar: era a minha florzinha que havia virado uma árvore!
Fiquei feliz, dei saltos, mas onde estaria o que eu realmente procurava?
Não havia ninguém ali...
Mas atrás da árvore, havia um homem, na verdade um príncipe.
Ele estava sentado, descansando a sombra da árvore, e nas mãos dele havia o fruto daquela árvore. Percebi que ele olhava desconfiada. Cheirava, olhava de novo e pensava.
O fruto era lindo e suculento. Tão belo como o mais belo que poderia existir.
Foi quando me aproximei.
- Com licença, esse terreno é seu?
- Não, esse terreno é da vida, menina!
- Da vida?
- É, da vida...
Silenciei por alguns instantes e fitei-o tal como me fitava.
- E esse fruto que está nas suas mãos, de quem é?
- Da vida também... Tudo é da vida, pequeno anjo, nada nos pertence. Os sentimentos podem ser nossos, a capacidade de fazê-los germinar também, mas a vida oferece ambiente, água, condições para que ele se desenvolva. A vida traz o que você estava procurando, quando você menos espera...
- Você tem palavras que entram no meu coração e me enternecem, mas posso saber por que você ainda não saboreou esse fruto?
Ele ficou pensativo.
- Às vezes, tenho medo do sabor, de me decepcionar...
- Não vai saber se não provar...Façamos o seguinte, mordamos juntos e então saberemos, pode ser?
- Pode.
E aproximamo-nos da fruta, era rosada, linda e macia, estávamos próximos um do outro, e com o indicador e o polegar, ambos seguravamos o fruto. Foi então que mordemos...
Mastigamos, suspiramos.
Ele sorriu. Eu também. E logo em seguida veio o beijo.
- Isso tem gosto de que, para você?
- Tem gosto de eu te amo.
- Pra mim também. Tem gosto de eu te amo!




13 de outubro de 2009

Presente


Deixa essas mulheres mal amadas, deixa essas memórias apagadas.
Deixa o seu orgulho ferido, deixa o sorriso caído e a lágrima no olhar.
O passado se anunciou e já se fez em sépia, logo será preto e branco e nem das cores mais belas que vistes irás lembrar.
A rosa velha já fedeu a discórdia, e no teu peito não há mais espaço pra essa história.
A frígida mulher, agora torna-se mais frígida que antes, e não existe mais incomodo para você.
Num baú velho e mofado estao as fotos dela, e ele foi jogado no lodo das fossas oceânicas, e esquecido para sempre.
Não me fira com seu orgulho, pois a beleza tornou-se feiura, e a palavra espinho cortante sufocador.
Esquece, por favor, o seu orgulho sem causa, sem motivo. Deixa que tudo foi esquecido, e agora por mim também.
Agora vê ao teu lado, que se anuncia um presente inspirador, que traja vestidos claros e limpos, flores nos cabelos e nas mãos e que traz nas consigo um ramalhete de ternura e amor sincero, só para você. Suas asas o farão voar por lugares inimagináveis, e transcederá toda a história suuperficial que lhe contam.
Oh, não olhe mais para trás, não escureça esse dia tão claro que se fez sem nuvens só para você.
Vê a figura mais terna, mais sincera, mais bela, que poderia aparecer agora.
Vê a claridade que nasce para você em olhos chamuscantes e serenos ao mesmo tempo. Vê a luz, ela a quer consigo!
Ela traz compreensão nos olhos para você e promessas de um amor puro e imortal.
Sorria, pois, para a vida que a trouxe e conserve-a sempre no seu coração.
Ela estará pra sempre ao seu lado, e jamais vai deixá-lo, jurou-te o coração por toda a eternidade.

Quase uma Crisálida

Levo alguns segundos para recobrar o folêgo. O casulo parece apertado com nunca, quase sufocante. E pra ser bem sincera já não há o que fazer, o segredo nesse aperto é ter paciência.
Paciência pra encarar o incomodo que o casulo está me causando.
Paciência pra me aguentar incomodada.
Paciência pra tomar as direções certas, agora que o casulo está ficando pequeno demais pra mim.
Acho que o problema mesmo não é o casulo, sou eu.
Agora eu sou uma crisálida, na verdade sou quase uma crisálida, que cresce, se desenvolve, mas pouco tem em mobilidade, quase não se mexe.
Agora as asas se formam, dia após dia, e eu sinto de verdade que o primeiro voo se aproxima.
Antes era só um anseio, mas agora, que eu quase sinto a brisa no rosto, me assusto um pouco com a imensidão do céu e com a grandeza das árvores.
Eu sei que a vida fora do casulo não é fácil, mas vamos parar de sofrer por antecedência.
Eu devo me preocupar com o que se passa aqui, dentro do casulo, pelo menos enquanto estou dentro dele.
E vou seguindo meus dias, procurando paciência num sorriso amável, num abraço amigo, num beijo confortador, numa surpresa linda, num olhar de uma criança, em notícias boas e histórias felizes...
Quem sabe quão maravilhoso possa ser o meu voo...

4 de outubro de 2009

4,3,2,1...!!!






Imagens falam mais do que palavras!... Tá chegandooooo!!!! :D

2 de outubro de 2009

Canção das Mulheres - Lya Luft


"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher!"












Fantástica!

You love and love again...


It's times like these
You learn to live again,
It's times like these
You give and give again
It's times like these
You learn to love again,
It's times like these
Time and time again...

1 de outubro de 2009

Like a child


Permaneço inquieta. Pensei em tudo que poderia fazer as 21:43 de uma quinta-feira nefasta, nada me agrada.
O telefone não tocou daqui pra lá e espero que ele toque de lá pra cá.
Os óculos vermelhos ficaram na bolsa.
Quase não há carros na rua, apenas a noite.
Procurando um lugar pra poder amarrar meus medos. Quero deitar numa cama macia, e ter sonhos bonitos.
Eu estava fazendo força pra cantar, minha voz estava desafinada como um ganso, embargada de lágrimas que eu teimava em esconder. E no meio de uma canção torta, lembrei da primeira vez que andamos de carro juntos e da sensação que eu tinha em estar ao seu lado.
Um filme, pequenino, um curta, fracionário, veloz, que me fez desabar como uma criança perdida, vendo seu mundo de fantasia ameaçado pela realidade.
É assim que me sinto.
E enquanto não puder ver, não sei se vou sossegar.
E todas aquelas faces me desesperam hoje. Todas aquelas mulheres me deixam enojada.
Eu penso em coisas desagradáveis, eu procurei consolo num livro mas a narrativa estava tão enfadonha quanto essa semana que não passa.
Eu quis escrever as belas histórias de Roma, mas elas me deram uma pontada onde bate ocoração, que hoje, bateu sem ritmo, sem dança, sem música.
Bateu ferido, morimbundo, cansado, largado.
Bateu feio, triste, gritante, só, com todo o amor sufocado em palavras que ecoaram na minha cabeça, mas eu tenho o dom de esquecer as coisas desagradáveis que as pessoas me falam, então, agora já nem lembro mais.
Eu me sentei aqui algumas vezes hoje, e esse espaço em branco me convidou a centenas de textos que poderia escrever. E vi as fotos das fadas, pensei em escrever um conto, mas a emoção está presa num tempo emocional doloroso.
Não há uma palavra de consolo, um carinho que afague.
Há apenas um corredor, escuro, sem nenhuma luz, por onde eu ando com medo, sozinha.
Existe apenas uma força que me faz continuar e eu nem sei o nome dela.
Se é amor, fé, esperança... Não sei e também não importa, se ela continuar fazendo com que eu ande, pra mim já está bom...
Na verdade hoje eu só queria me sentir amada.
Mas por mais que essas memórias me remetam um amor divino, a dor machuca e me faz ceder.
Essa maldita e nefasta dor.
Que come as minhas esperanças com seus gritos de solidão.
Eu só espero que tempo seja gentil mais uma vez, e que faça essa dor passar tão rapido como ela veio...
Não há ninguém pra me dar a mão...
Ninguém pra dividir um segredo...
E na verdade eu só preciso de amor, de colo, assim como qualquer criança.


...


" Na frente está o alvo que se arrisca pela linha, não é tão diferente do que eu já fui um dia. Se vai ficar, se vai passar, não sei! E num piscar de olhos lembro o tanto que falei!
Deixei calei, até me importei, mas não tem nada, eu tava mesmo errada...
Cada um seu casulo, em sua direção, vendo de camarote a novela da vida alheia.
Sugerindo soluções, discutindo relações, bem certos que a verdade cabe na palma da mão...
Mas isso não é uma questão de opinião... E isso é só uma questão de opinião!"

(Pitty)

30 de setembro de 2009

Infinita Eo Ire Itum

Vivemos num baile de máscaras em pleno séc. XXI. Belas máscaras da hipocrisia e da falsidade, que, depois de tiradas causam imensa angústica e vazio no âmago de quem as veste.
Os homens, que conseguiram ultrapassar as barreiras da comunicação, que deram um salto enorme à tecnologia, que saíram das cavernas para criar carros que falam e máquinas que voam até os demais planetas do Sistema Solar, se veem cada vez mais perdidos, buscando um sentido para suas vãs existências.
E nesse sentimento "neo-barroco". ele mergulha em anti-depressivos, psicanalistas e livros de auto-ajuda.
Procurou em todos os lugares, todas as áreas da ciência e da tecnologia, mas ainda sim se sente incompleto.
Ora, procurou em todos os lugares exteriores à ele, mas se esqueceu do lugar mais simples e mais próximo de si: o seu eu interior!
O homem, com medo de olhar para dentro de si, com medo do que poderia encontrar, frustrações, mágoas, rancores, preferiu olhar apenas para o exterior, esquecendo-se de que não basta o dia se anunciar belo e claro se as janelas estiverem fechadas para o Sol.
Em meio ao seu marasmo existencial, intensificou seus medos e suas dúvidas, sem perceber que a chave para a porta nefasta da angústia estava dentro de si!
Cabe aos homens que tiverem consciência disso, respirarem fundo, tirarem a máscara hipócrita e olharem para seu interior.
Cabe à eles perceberem que são humanos e que não devem se envergonhar por fraquejarem às vezes.
Estamos todos na nossa busca pela felicidade, pela busca por sermos melhores a cada dia.
Essa é nossa grande busca, é a nossa " Infinita Eo Ire Itum"!
.
.
.
ps: créditos ao Meu Amor Noni, por ter me ensinado o significado real de Infinita Eo Ire Itum, a frase que nos uniu para sempre!

Ao vento

Já é primavera e no casulo faz um frio de dar medo.
Nenhum belo raio do Mestre Sol pra iluminar o dia...
Hoje volto aquele lugar, com aquelas pessoas levemente insossas, mergulhadas no descaso de suas próprias vidas, e fazendo força para me manter alegre e contente.
O marasmo.
É tudo que há por aqui...
E o medo de ficar aqui me ensurdece dos avisos amigos das criaturas de bem que me cuidam.
Eu quero sentir meu corpo cansado do dia, quero sentir a movimentação de pensamentos, de gente, de idéias.
Quero ter prazer em voltar ao marasmo uma vez por semana.
Quero apreciar o verde com os olhos que lhe é merecido!
Quero ver gente diferente, enfrentar escadas desconhecidas, almoçar outros temperos e ter preguiça de fazer a janta.
Quero encontrar aqueles olhos azuis me esperando.
Quero ter a certeza de que serei feliz...
Quero ter confiança que tudo vai ficar bem...

A Lua


Casta, branca, clara.
Brilha e jamais esmorece.
Alta, bela, poetisa.
No topo onde as mãos jamais chegarão.
Vida, roda, some.
Se esconde da amargura da Terra.
Volta, anuncia a primavera.
Paixão dos poetas, romanticos e puros.
Dorme serena, aparece de dia.
Eclipse, soberana, esconde.
Mata, seduz, engana.
Aquela índia que se jogou na água por ti.
Sorri, encanta.
Muda de forma, cheia, mingua.
Linda...
A Lua...

27 de setembro de 2009

Noite


O Sol se mostrou impiedoso atingindo a todos com seus raios fortes, quentes e claros.
E agora que ele já se foi, ainda continua quente;
Aqui no casulo nem é tão quente assim.
Aqui costuma ter um clima mais ameno. Quando chega a noitinha as fadas da brisa entram em ação, trazendo o perfume das Damas da Noites e a suavidade das árvores ao redor de todos nós.
Está uma noite gostosa, e fazia muito tempo que não dizia isso.
Noite clara, que pede estrelas, luas e poesia.
Por mais que seja escura, é bela.
Inebriante, sedutora. Porém, casta.
A Brisa trouxe o seu beijo a minha janela, e meus cabelos molhados refrescam-me tanto quanto o sabonete de erva doce, que deixou seu cheiro em minha pele.
Daqui do casulo posso ouvir o canto das fadas, posso ouvir o tilintar de suas asas, como pequenos cristais a voar.
Aqui no casulo está tudo em paz.
Apesar das turbulências internas e dos desassossegos d'alma, está tudo em paz.
Vai ficar tudo em paz....

17 de setembro de 2009

By your side...

Esses olhos de quem chorou... Ah, você não me engana!
Vem cá, deita aqui, não tem problema!
Ninguém é tão bom que não possa errar...
Ninguém é tão perfeito que não vá escorregar um dia.
Um dia, é só isso...
Tire o peso dos teus ombros, tire a névoa da sua cabeça. Erga teus olhos para o horizonte e veja o Dia, veja o Sol, e quando anoitecer, veja a Noite, as estrelas, veja a dança harmônica das estrelas, veja que elas escrevem no Céu um bilhete pra você!
Ainda que a chuva molhe seus olhos, o Sol vai nascer de novo, vai brilhar no Céu como nunca!
Eu sei, seus dias tem sido dificeis, mas já não importa a dor... Importa o que há dentro de você...
Sua chave, seu portal, sua paz!
Vem cá...
Eu te dou amor!
E olha, não se cobre tanto, Meu Bem...
A vida vai, a vida vem, no final somos nós mesmos...
E estamos sozinhos apenas se quisermos...
Você não está sozinho, eu estou com você!
Pra sempre!
Porque eu amo você!

Logo

E assim eu vou caminhando com meus pés descalços, caminhando sobre os cacos de vidro da última noite das garrafadas.
Um silêncio ensurdecedor até o primeiro sinal de vida.
Suspirei aliviada, ainda vivia.
E continuei e ainda estou caminhando, mas ao invés de reclamar dos pedaços pontiagudos do vidro, eu faço de conta que são pétalas de rosas arrumadas por você.
E nelas eu caminho, e veja, não sangra, não dói...
É só eu ter força, me reinventar no meu sorriso, sorrir pela minha própria imagem.
E lá estão meus olhos verdes e meu sorriso, esperando por mim...
Vou limpando o salão, recolhendo os cacos, varrendo a sujeira, passando pano no vinho derramado.
Logo vai estar tudo arrumado de novo...
Os meus pés já estão cicatrizando...
Logo a casa vai estar arrumada e vai ficar tudo bem...
Meus pés já cicatrizaram...

15 de setembro de 2009

A chuva de Potira


Cai a tarde na floresta. A ultima gota de chuva caiu.
Uma imensidão verde ameaçada. Uma menina a andar pela beira do rio.
Potira ergueu o olhar observou as árvores que lhe cercaram a existência durante anos.
Agora que sabia ler, via a vida ameaçada.
E não era preciso saber ler para ver que a Amazônia estava sendo depredada avassaladoramente por feras quase que irracionais. Feras que não pensavam nas consequências de seus atos. Feras munidas de armas de fogo e ganancia no coração. Feras essas que não pensavam no futuro de seus filhos. Feras que Potira chamava de homens.
Eles cortavam, queimavam, destruiam sem a menor piedade.
E em cada árvore cortada, um pedaço do coração de Potira era arrancado.
Não compreendia como criaturas dotadas de razão e coração podiam prejudicar dessa forma a mãe que lhes dera alimento e abrigo por tanto tempo.
Os proprios companheiros da comunidade que Potira morava estavam sendo corrompidos pelos principios capitalistas, jogando fora todas as lições preciosas que ouviram do velho índio, Acauã, uma especie de xamã daquela comunidade, sobre a importancia de tratar bem a Mãe Terra.
A chuva havia parado. Mas agora quem chovia era Potira.
Chovia pelos olhos, a chuva mais dolorida, mais penosa e mais triste.
Chovia as dores da floresta, os animais sem abrigo, as comunidades sem alimento. A Mãe Terra morimbunda clamando por misericórdia!
Chovia a dor de ver a Sua Terra morrendo a cada dia.
A chuva amarga da dor de quem sozinho não pode fazer nada. A chuva amarga da ingratidão de seus companheiros.
E Tupã?
Onde estaria o Grande Tupã?
Por que ele não descia dos Céus e não castigava os homens?
Então Potira pensou e percebeu que não seria necessário que Tupã castigasse ninguém, afinal, os homens estavam plantando a semente que renderia o seu próprio castigo!
E na margem do rio, a menina cafusa, de cabelos longos e negros, feição de uma princesa do vento, continuou caminhando, enquanto seus olhos choviam...

14 de setembro de 2009

Borboletinhas

Os cabelos louros refletem ao Sol. Tão louros que se confundem com o Grande Astro.
Os olhos mais belos e sinceros que já vi. Expressam verdade, beleza, alegria, doçura. Ora estão azuis, ora tomam um tom esverdeado sobre o azul.
São lindos! Encantadores!
O sorriso de uma menina moleca, brincalhona, mas doce, tão doce quanto mel!
A suavidade de um anjo no seu toque.
Apaixonante.
Seus pézinhos tão pequenos ainda, mas pézinhos que a levam para onde ela quer!
Tão pequena mas tão grande!
Independente, altiva, sabida.
E mesmo assim não perde a doçura da criança linda e meiga que é!
Ah, você habita meus sonhos, menina!
Não se preocupe, pequenina, eu vou esperar por você!
Enquanto isso, as borboletinhas alegram a minha caminhada!

Artifícios da beleza


Olhos, boca, pele, peitos, pernas, unhas, cabelos, cabelos, cabelos, sombrancelhas, mãos.
Tudo em ordem.
Por fora, a mais harmonica organização de um ser. Simetricamente bela.
Por dentro, uma bagunça, um descaso com a própria alma. Sujeira, desorganização interna.
Quantas e quantas mulheres não compensam suas falhas, suas desgraças, seus estigmas, suas maldades, sua frieza, com a beleza?
Já diz o ditado: "por fora, bela viola. por dentro, pão bolorento."
A beleza, essa ardilosa amiga de umas, companheira leal de outras.
E para outras ainda, só mais uma efemeridade mundana, que infelizmente vai passar.
Afinal, quem não gosta de ser bonita? De ser admirada, vista, elogiada?
E quanto egocentrismo há nos olhos de uma mulher, nos seus cabelos, nos seus pés?
Já dizem as acéfalas: quando se tem beleza, se tem tudo!
Grande engano, minhas amigas...
Porque na mesmoa velocidade que ficamos belas, envelhecemos.
E nossas peles de pêssegos passam a ser velhos maracujás.
As nossas barrigas saradas ficam flácidas, tal como nossas pernas.
Nossos peitos caem. É a força da gravidade!
Puxa vida!
Que tragédia! Que horror!
Mas é assim...
Mas não contentes com a velhice, as mulheres de hoje recorrem a medicina estética.
Botox, pilling, lifting, plástica, plástico, silicone, puxa aqui, lipa lá, remenda aqui.
E pronto! Temos a Barbie Sintética Sexagésima!
Sexy, não?
Sem falar nas meninas tão novas, usando de todos os artificios possíveis para serem cada dia mais belas!
Quanto mais cedo se tiver silicone, quanto mais magra você puder ser, mlehor pro seu futuro!
E eu pergunto: Que futuro?
A beleza é efemeridade da vida também, amadas.
Aceitem-se como são, sejam belas porque a vida lhes fez assim.
Mas nem todas pensamos assim, na verdade, fazemos força pra pensar assim...
Mas enquanto formos belas, vivamos a beleza, mas como ela é, como ela deve ser...