18 de dezembro de 2009

No mar da indiferença

Confesso que mudei. Eu sei que mudei.
Mas acontece que muitas pessoas não me viram mudar, e ainda acham que sou a mesma.
Pois é... Eu já não gosto de todas as coisas que eu gostava...
Na verdade eu tirei da minha vida tudo o que me fazia mal. Tudo mesmo.
Incluindo pessoas.
Porque pessoas, de alguma forma podem ser nocivas. Ou podem simplesmente não serem mais interessantes no nosso circulo de convivência.
Eu faço minhas escolhas e eu escolho que eu quero perto de mim e quem eu quero longe. Doa a quem doer!
Eu não quero gente pequena, gente mundana, gente mesquinha, gente hipócrita, gente com síndrome de coitadinho do meu lado. Problemas eu já tenhos os meus, muito obrigada!
É claro que a gente não pode excluir todo mundo, na verdade tem pessoas que a gente, bem ou mal, vai ter que conviver.
Mas aquelas que eu puder escolher, aquelas que eu puder tirar ou acrescentar na minha lista, com certeza eu farei!
Eu não sou mais uma menina de 14 anos, inocente, que achava que tudo era flores. Mas eu não sou uma mulher de 30 anos, fria e dura como uma pedra.
Eu sou o que sou, e minhas experiências, as pessoas com quem eu convivo, meus ideias, minhas virtudes, meus defeitos, meus medos e meus sonhos me fizeram assim.
Goste de mim quem gostar. Eu não faço muita questão de agradar quem não me convém.
E as pessoas que me fizeram mal, e sabem disso, as pessoas que não foram agradáveis comigo de alguma forma, estão trancafiadas dentro de um bau velho, como fotografias com rostos apagados, no fundo do mar, no lodo do esquecimento, onde ficaram para sempre, no mar da indiferença.
Porque o contrário do amor e do carinho não é o ódio, e sim a indiferença.

Um comentário:

  1. Isso é crescer, ter atitude e coragem para mudar o que podemos e aceitar o que não podemos mudar...bjs

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